O maior espetáculo do ciclismo
Nem nas mais otimistas das hipóteses Geo Lefevre e Henri Desgrange imaginavam que a corrida de bicicleta que eles estavam planejando se tornaria o maior evento do ciclismo mundial de todos os tempos e nem que eternizariam seus nomes na história do esporte. A idéia de criar uma corrida de bicicleta que percorresse a França, em 1902, surgiu da necessidade de aumentar as vendas do jornal francês “L’Auto” (que depois se transformaria no atual “L’Équipe”). O Tour teve sua primeira edição em 1º de julho de 1903 e nunca parou de crescer; e a glória de vencer a disputa mais importante do ciclismo pertence a apenas 54 heróis, alguns deles mitos.
Cada um por si
O primeiro campeão do Tour de France foi o francês Maurice Garin, que pedalou 2.428 km, distribuídos em seis etapas, em mais de 94 horas. Nos dezenove dias de disputa, Garin e outros 59 participantes pedalavam cerca de 18 horas por dia e tinham até três dias para se recuperar. Eram responsáveis pelo próprio equipamento, ou seja, em caso de quebra, eles deveriam consertar as bikes. Naquele e nos anos seguintes, a organização não tinha total controle sobre os participantes. Eram comuns casos de caronas em trens, automóveis e também de atalhos na rota.Aos poucos, a volta foi ganhando as características atuais. O Ballon d’Alsace foi a primeira subida a fazer parte do roteiro do Tour, em 1905. As verdadeiras montanhas só chegaram em 1910, com os Pireneus. No ano seguinte os ciclistas fizeram a travessia dos Alpes. Poucos anos depois, a Primeira Guerra Mundial causou a primeira interrupção na prova.
Símbolo do poder
A primeira corrida depois do conflito, em 1919, trouxe uma novidade que mudaria, literalmente, a forma de enxergar os melhores ciclistas do Tour. A camisa amarela foi uma reivindicação dos jornalistas que gostariam de identificar melhor o líder e uma forma que os organizadores encontraram para prestigiar a corrida. O primeiro líder chegou a recusar a camisa, achando que seria facilmente identificado pelos rivais. Mas ela logo se tornou o maior desejo de todos.
Mudanças e conturbações
Na década de 20 Ottavio Bottecchia havia se tornado o primeiro italiano a vencer o Tour, em 1924, e repetira o feito no ano seguinte. Mas Bottecchia não era admirado por todos: foi assassinado em 1927, enquanto treinava. Foi vítima de um fascista, contrariado por críticas do ciclista ao movimento fundado por Mussolini.Na década de 30, três grandes mudanças alteraram o regulamento do Tour. As equipes de fabricantes de bicicleta foram substituídas por times nacionais de oito ciclistas. Também havia equipes regionais, da Normandia e da Provença. Qualquer ciclista poderia usar a mesma bicicleta que o adversário. E a caravana publicitária foi criada para recompor a perda das verbas gerada pela saída das fabricantes. Nesse período foi criada a bonificação por tempo aos melhores de cada etapa. Henri Desgrange, diretor da prova, mostrou que o Tour tinha aprendido a se adaptar para sobreviver. Mas no final dos anos 30, uma nova Guerra Mundial interrompeu a corrida novamente: foram sete anos de ausência. O retorno deu inicio a uma nova era.
A rivalidade italiana
O reinício do Tour após a Segunda Guerra trouxe para a corrida francesa uma rivalidade entre dois italianos que também inflamava o Giro d’Italia. Gino Bartali já havia vencido o Tour em 1938. Fausto Coppi tinha vencido o último Giro antes do conflito mundial. O primeiro era católico devoto e acreditava nos tradicionais métodos de treinamento e no trabalho duro. O outro tinha sido prisioneiro de guerra anos antes, era ateu, abandonara a mulher em favor da amante e tinha vontade de inovar profissionalmente. Ambos perderam muito com o período de guerra, mas a rivalidade que cultivaram era algo inédito no ciclismo. Mais velho, Bartali já era sucesso quando surgiu o rival. O intervalo de tempo entre suas duas vitórias no Tour ainda é recorde. São dez anos entre a primeira, em 38 e a última, em 48. Coppi estreou no Tour em 49 com vitória. A segunda conquista veio em 52, ano de sua última participação. Isso bastou para colocá-lo no hall dos mitos da grande volta.O francês Louison Bobet foi o primeiro tricampeão consecutivo da história do Tour, vencendo em 1953, 54 e 55. Depois de dois anos definindo o primeiro lugar na escalada de um dos montes mais importantes dos Alpes, o Izoard, todas as atenções no terceiro ano estavam em marcar Bobet nesta etapa. Apesar do sucesso dos adversários, Bobet deixou todos para trás em outra escalada, no Mont Ventoux, para garantir o tri.
O amor pelo mais fraco
No fim dos anos 50, os franceses começaram a assistir uma história de rivalidade na qual o herói não era o vencedor. Jacques Anquetil e Raymond Poulidor eram dois franceses com características bem diferentes. Enquanto o primeiro conquistou cinco vezes o título, o outro foi três vezes segundo e cinco vezes terceiro. Nunca teve o gostinho de chegar a Paris com a camisa amarela. Foram 14 tentativas sem sucesso. Por sua perseverança, Poulidor conquistou o carinho do torcedor, que admirava aquele simpático rapaz do campo, sempre derrotado pelo frio homem da cidade. Considerado o melhor contra-relogista da história até o surgimento do espanhol Miguel Induráin, Anquetil venceu em sua primeira participação, em 1957. Com 12 vitórias em CRIs, a estratégia do francês nas montanhas era apenas de marcar os principais adversários. Anquetil tinha língua afiada. Sua sugestão de treino? Alguns uísques, cigarros e mulheres. Anquetil nunca menosprezou Poulidor, mas nunca foram amigos. A década de 60 marcou o retorno das equipes com patrocinadores. Poulidor disputou algumas competições após a retirada de Anquetil, mas viu surgir alguém ainda mais sedento por vitórias.
“O Canibal” abocanha o Tour
Os anos de 1967 e 1968 seriam a grande chance de Poulidor, o “Pou Pou”, mas ele deixou as vitórias escaparem. O Tour de 1967 será sempre lembrado como a edição em que morreu Tom Simpson, na escalada do Mont Ventoux. O melhor ciclista inglês da época sucumbiu por problemas cardíacos, vítima do calor, do esforço excessivo e de anfetaminas. Sua morte impulsionou os primeiros exames anti-doping no Tour de France do ano seguinte. O belga Eddy Merckx, que se tornaria o maior ciclista de todos os tempos, ganhou logo na primeira participação na prova, em 1969. “O Canibal” venceu a competição com mais de 17 minutos de vantagem. Além disso, levou para a casa a camisa verde e o prêmio de melhor escalador. Repetiu a vitória no ano seguinte, com direito a novo prêmio na montanha e oito vitórias de etapa. Ele ainda venceria outras três edições, ratificando no Tour sua hegemonia como o ciclista com maior número de vitórias na carreira.
O último herói francês
Assim como Coppi, Anquetil, Koblet e Merckx, os franceses viram em 1978 um nativo vencer o Tour em sua primeira participação: Bernard Hinault. No ano seguinte, nova vitória, “à moda Merckx”: camisa amarela, camisa verde e sete vitórias de etapa. Mesmo assim, Hinault não era muito bem visto pelos colegas. Em 81 e 82 voltou a vencer. Em 83 surgiu um novo e sofisticado herói: Laurent Fignon, que venceu também em 84, batendo Hinault. Em 1985 Bernard Hinault entrou para a turma dos pentacampeões do Tour, convencendo o americano Greg LeMond a trabalhar para ele. Ele ainda tentou o hexa, mas LeMond, em melhor forma, não permitiu. Com três vitórias (86, 89 e 90), LeMond colocou os EUA na lista dos campeões do Tour.
O domínio espanhol
Os pentacampeões Anquetil e Merckx venceram quatro vezes consecutivas. Hinault venceu quatro em cinco edições. O espanhol Miguel Induráin foi o primeiro a vencer cinco edições seguidas entre 91 e 95. Excepcional contra-relogista, Induráin se defendia muito bem na montanha. Sem demonstrar muitas emoções durante as provas, o espanhol não venceu de primeira, pelo contrário. Após dois abandonos (85 e 86), obteve um 97º, um 47º e um 17º nos anos seguintes, enquanto trabalhava para outro espanhol, Pedro Delgado. Sua vitória no contra-relógio de 89, porém, mostrou todo o potencial que tinha. Seu estilo levou muitos críticos a se aborrecerem com suas vitórias. Mas alguns triunfos, como o de 94, quando bateu Marco Pantani nos Pireneus, e o de 95, quando lançou um ataque vencedor na etapa plana de Liège, demonstraram que tinha muitos recursos. Em 1996, Induráin tentou o hexa. Como homenagem, o Tour passou por Navarra, sua região natal. O espanhol tinha adversários fortes, como o dinamarquês Bjarne Riis. Em uma etapa nos Alpes, Riis atacou várias vezes, dobrou Induráin e venceu Tour. Recebeu a preciosa ajuda de um gregário alemão, o jovem Jan Ullrich, campeão no ano seguinte. A brilhante vitória do italiano Marco Pantani, em 1998, foi ofuscada por um escândalo de doping, o caso Festina. A equipe francesa Festina, que organizou um sistema de dopagem com EPO (eritropioetina) foi excluída do Tour logo no começo, enquanto o pelotão fez várias manifestações até a chegada a Paris.
Um homem vira mito
No ano seguinte, a ética foi a prioridade dos organizadores. Vários controles foram realizados nos atletas. Mas a superação de um ciclista trouxe de volta a esperança. Lance Armstrong iniciou, em 1999, sua caminhada para ser o homem mais vitorioso da história do Tour, depois de vencer o câncer. Com um ritmo de pedaladas inovador nas montanhas e um contra-relógio consistente, dominou a prova por sete anos seguidos. Não conseguiu ser unanimidade entre os especialistas, mas se tornou popular em todo o mundo. O sucesso do norte-americano colocou Jan Ullrich na sombra, com três segundos lugares e um terceiro.
Os brasileiros no Tour
Cinco ciclistas já tiveram o prazer de representar o Brasil no Tour de France. O primeiro foi Renan Ferraro, em 1986. Depois foi a vez de Mauro Ribeiro, em 1991, Wanderley Magalhães, em 1994, Luciano Pagliarini, em 2002 e 2005, e Murilo Fischer, em 2007 e 2008.Mauro Ribeiro foi o único a conseguir vencer uma etapa da competição e o primeiro a completar a prova. No ano passado, Murilo Fischer igualou o feito de Ribeiro ao cruzar a linha de chegada em Paris, e por pouco não conseguiu uma vitória na 11ª etapa, mas acabou em terceiro lugar.
segunda-feira, 26 de julho de 2010
quinta-feira, 20 de maio de 2010
20/05/2010-Amador de elite
Amador de elite
Emerson Gomes
As desculpas para desanimar serão sempre maiores e mais frequentes. Então, não penso muito. Acordo, pego minha bike e vou pedalar. Pronto.O ciclismo e a minha vida já estão integrados faz tempo. O topo de uma montanha não é uma vitória esportiva, é uma vitória pessoal. Adoro desafios. Eles são minha principal motivação. Quando criança, momento em que a bicicleta entrou na minha vida – e na vida da maioria das pessoas –, sempre me desafiava a ir além. Meu primeiro emprego foi de entregador. Lógico, fazia isso de bicicleta. Escolhia as subidas mais difíceis e tentava chegar cada vez mais rápido. Isso me fez melhor.Quando jovem, sonhava que um dia pedalaria na Europa. Não me tornei profissional. Treino todos os dias com a paixão de um amador. Há dois anos viajo como convidado da minha equipe para competir na Itália e na França e volto com bons resultados. É o melhor exemplo de que é preciso sonhar nesta vida. Por mais que pareça impossível, tem que acreditar. Infelizmente, viver de ciclismo é muito difícil. Quase impossível. Tive que me afastar dos pedais durante a faculdade. Época em que trabalhei e estudei. Formei-me em farmácia e logo montei uma drogaria para mim. Uma coisa é certa: farmácia só vai quem está doente. É um ambiente estressante. A pessoa chega lá desanimada com a doença e com o fato de ter que gastar com um tratamento. Enfim, logo vi que precisava de um esporte para me desestressar. Em 2005, voltei a pedalar. Apenas treinando empiricamente não chegaria muito longe. Sempre me adoecia. Encontrei a assessoria da BR Sports e acho que fui muito feliz nesta escolha. Trabalhando das 8h às 20h, preciso sair de casa às 5h30 para pedalar, voltar, tomar banho e correr para o trabalho. Hoje, treino uma média de 2h/2h30 por dia. Faça chuva, faça sol. Nem preciso dizer como é difícil sair da casa nesses dias frios. Mas não me permito falhar. As desculpas para desanimar serão sempre maiores e mais frequentes. Em poucos momentos você encontrará algo realmente motivador. Então, não penso muito. Acordo, pego minha bike e vou pedalar. Pronto. O ciclismo, para mim, é o mais difícil dos esportes. O resultado demora para aparecer e quando você acha que está muito bem, 20 adversários chegam melhor do que você nas provas. Além disso, é preciso ter sempre uma dieta e um cuidado com o peso, com a recuperação. O apoio da família é sempre muito importante. Minha noiva, por exemplo, sabe que no final de semana de prova o sábado está comprometido, pois tenho que descansar – e domingo também, pois estou cansado. Como farmacêutico, tenho acesso a tudo. Apesar das brincadeiras dos amigos, mantenho-me distante das drogas do ciclismo. Meu conhecimento e minhas experiências com os clientes deixam muito claro os problemas de quem opta por esse caminho. Uma nutricionista me ajuda com a dieta e com os suplementos – uso basicamente maltodextrina – e meus exames de sangue demonstram um nível normal de hematócrito. Quem apela para as drogas não consegue se manter em alto nível por muito tempo. Se eu tenho no currículo os títulos paulista e valeparaibano de resistência em 2008, isso é fruto da minha consistência. Nem sempre eu ganho, mas estou sempre entre os melhores. Nos dois últimos anos, tive a chance de competir provas internacionais, convidado pelo patrocinador da equipe que integro, a Tecnoval. Fui o melhor brasileiro no último L’Etape do Tour, mas, sem dúvida, o que mais me marcou nessa experiência internacional é a paixão dos europeus pela bicicleta. Ver os franceses nas ruas naquele dia de temperatura fria, aplaudindo os amadores, foi sensacional. E pensar que as pessoas que encontro na rua enquanto pedalo muitas vezes me xingam e pensam que eu não tenho mais nenhum compromisso. Que eu sou um à toa atrapalhando o trânsito. Quanta diferença.Minha cidade, Guaratinguetá, é uma cidade que facilita a vida do ciclista. Além de poder sair de casa pedalando, tenho opções de pedalar subidas nas Serras do Mar e da Mantiqueira ou treinar plano na Dutra. O grande número de praticantes na região também ajuda a empolgar. No meu caso, tenho sempre a companhia do meu amigo Taquara e do Tiago Fiorilli, ciclista profissional. Sou um ciclista com bom desempenho nas subidas e que se defende bem nos sprints. Em 2009, fui o 84º entre os 9.000 participantes da Maratona dles Dolomites, prova amadora disputada na Itália. Um desempenho que me deixou muito satisfeito. Semanas antes, em uma cronoescalada no Passo Pordoi, com 9,5 km, fiquei em segundo na minha categoria. Se vale a pena tanta entrega? Claro. Fui picado pelo bichinho do ciclismo, como dizem meus amigos. Senão, não chegaríamos de uma viagem de avião de 12 horas e iríamos direto para Interlagos, alinhar para a 9 de Julho. Isso é paixão pura. desculpas para desanimar serão sempre maiores e mais frequentes. Então, não penso muito. Acordo, pego minha bike e vou pedalar. Pronto.O ciclismo e a minha vida já estão integrados faz tempo. O topo de uma montanha não é uma vitória esportiva, é uma vitória pessoal. Adoro desafios. Eles são minha principal motivação. Quando criança, momento em que a bicicleta entrou na minha vida – e na vida da maioria das pessoas –, sempre me desafiava a ir além. Meu primeiro emprego foi de entregador. Lógico, fazia isso de bicicleta. Escolhia as subidas mais difíceis e tentava chegar cada vez mais rápido. Isso me fez melhor.Quando jovem, sonhava que um dia pedalaria na Europa. Não me tornei profissional. Treino todos os dias com a paixão de um amador. Há dois anos viajo como convidado da minha equipe para competir na Itália e na França e volto com bons resultados. É o melhor exemplo de que é preciso sonhar nesta vida. Por mais que pareça impossível, tem que acreditar. Infelizmente, viver de ciclismo é muito difícil. Quase impossível. Tive que me afastar dos pedais durante a faculdade. Época em que trabalhei e estudei. Formei-me em farmácia e logo montei uma drogaria para mim. Uma coisa é certa: farmácia só vai quem está doente. É um ambiente estressante. A pessoa chega lá desanimada com a doença e com o fato de ter que gastar com um tratamento. Enfim, logo vi que precisava de um esporte para me desestressar. Em 2005, voltei a pedalar. Apenas treinando empiricamente não chegaria muito longe. Sempre me adoecia. Encontrei a assessoria da BR Sports e acho que fui muito feliz nesta escolha. Trabalhando das 8h às 20h, preciso sair de casa às 5h30 para pedalar, voltar, tomar banho e correr para o trabalho. Hoje, treino uma média de 2h/2h30 por dia. Faça chuva, faça sol. Nem preciso dizer como é difícil sair da casa nesses dias frios. Mas não me permito falhar. As desculpas para desanimar serão sempre maiores e mais frequentes. Em poucos momentos você encontrará algo realmente motivador. Então, não penso muito. Acordo, pego minha bike e vou pedalar. Pronto. O ciclismo, para mim, é o mais difícil dos esportes. O resultado demora para aparecer e quando você acha que está muito bem, 20 adversários chegam melhor do que você nas provas. Além disso, é preciso ter sempre uma dieta e um cuidado com o peso, com a recuperação. O apoio da família é sempre muito importante. Minha noiva, por exemplo, sabe que no final de semana de prova o sábado está comprometido, pois tenho que descansar – e domingo também, pois estou cansado. Como farmacêutico, tenho acesso a tudo. Apesar das brincadeiras dos amigos, mantenho-me distante das drogas do ciclismo. Meu conhecimento e minhas experiências com os clientes deixam muito claro os problemas de quem opta por esse caminho. Uma nutricionista me ajuda com a dieta e com os suplementos – uso basicamente maltodextrina – e meus exames de sangue demonstram um nível normal de hematócrito. Quem apela para as drogas não consegue se manter em alto nível por muito tempo. Se eu tenho no currículo os títulos paulista e valeparaibano de resistência em 2008, isso é fruto da minha consistência. Nem sempre eu ganho, mas estou sempre entre os melhores. Nos dois últimos anos, tive a chance de competir provas internacionais, convidado pelo patrocinador da equipe que integro, a Tecnoval. Fui o melhor brasileiro no último L’Etape do Tour, mas, sem dúvida, o que mais me marcou nessa experiência internacional é a paixão dos europeus pela bicicleta. Ver os franceses nas ruas naquele dia de temperatura fria, aplaudindo os amadores, foi sensacional. E pensar que as pessoas que encontro na rua enquanto pedalo muitas vezes me xingam e pensam que eu não tenho mais nenhum compromisso. Que eu sou um à toa atrapalhando o trânsito. Quanta diferença.Minha cidade, Guaratinguetá, é uma cidade que facilita a vida do ciclista. Além de poder sair de casa pedalando, tenho opções de pedalar subidas nas Serras do Mar e da Mantiqueira ou treinar plano na Dutra. O grande número de praticantes na região também ajuda a empolgar. No meu caso, tenho sempre a companhia do meu amigo Taquara e do Tiago Fiorilli, ciclista profissional. Sou um ciclista com bom desempenho nas subidas e que se defende bem nos sprints. Em 2009, fui o 84º entre os 9.000 participantes da Maratona dles Dolomites, prova amadora disputada na Itália. Um desempenho que me deixou muito satisfeito. Semanas antes, em uma cronoescalada no Passo Pordoi, com 9,5 km, fiquei em segundo na minha categoria. Se vale a pena tanta entrega? Claro. Fui picado pelo bichinho do ciclismo, como dizem meus amigos. Senão, não chegaríamos de uma viagem de avião de 12 horas e iríamos direto para Interlagos, alinhar para a 9 de Julho. Isso é paixão pura.
fonte Prologo
Emerson Gomes
As desculpas para desanimar serão sempre maiores e mais frequentes. Então, não penso muito. Acordo, pego minha bike e vou pedalar. Pronto.O ciclismo e a minha vida já estão integrados faz tempo. O topo de uma montanha não é uma vitória esportiva, é uma vitória pessoal. Adoro desafios. Eles são minha principal motivação. Quando criança, momento em que a bicicleta entrou na minha vida – e na vida da maioria das pessoas –, sempre me desafiava a ir além. Meu primeiro emprego foi de entregador. Lógico, fazia isso de bicicleta. Escolhia as subidas mais difíceis e tentava chegar cada vez mais rápido. Isso me fez melhor.Quando jovem, sonhava que um dia pedalaria na Europa. Não me tornei profissional. Treino todos os dias com a paixão de um amador. Há dois anos viajo como convidado da minha equipe para competir na Itália e na França e volto com bons resultados. É o melhor exemplo de que é preciso sonhar nesta vida. Por mais que pareça impossível, tem que acreditar. Infelizmente, viver de ciclismo é muito difícil. Quase impossível. Tive que me afastar dos pedais durante a faculdade. Época em que trabalhei e estudei. Formei-me em farmácia e logo montei uma drogaria para mim. Uma coisa é certa: farmácia só vai quem está doente. É um ambiente estressante. A pessoa chega lá desanimada com a doença e com o fato de ter que gastar com um tratamento. Enfim, logo vi que precisava de um esporte para me desestressar. Em 2005, voltei a pedalar. Apenas treinando empiricamente não chegaria muito longe. Sempre me adoecia. Encontrei a assessoria da BR Sports e acho que fui muito feliz nesta escolha. Trabalhando das 8h às 20h, preciso sair de casa às 5h30 para pedalar, voltar, tomar banho e correr para o trabalho. Hoje, treino uma média de 2h/2h30 por dia. Faça chuva, faça sol. Nem preciso dizer como é difícil sair da casa nesses dias frios. Mas não me permito falhar. As desculpas para desanimar serão sempre maiores e mais frequentes. Em poucos momentos você encontrará algo realmente motivador. Então, não penso muito. Acordo, pego minha bike e vou pedalar. Pronto. O ciclismo, para mim, é o mais difícil dos esportes. O resultado demora para aparecer e quando você acha que está muito bem, 20 adversários chegam melhor do que você nas provas. Além disso, é preciso ter sempre uma dieta e um cuidado com o peso, com a recuperação. O apoio da família é sempre muito importante. Minha noiva, por exemplo, sabe que no final de semana de prova o sábado está comprometido, pois tenho que descansar – e domingo também, pois estou cansado. Como farmacêutico, tenho acesso a tudo. Apesar das brincadeiras dos amigos, mantenho-me distante das drogas do ciclismo. Meu conhecimento e minhas experiências com os clientes deixam muito claro os problemas de quem opta por esse caminho. Uma nutricionista me ajuda com a dieta e com os suplementos – uso basicamente maltodextrina – e meus exames de sangue demonstram um nível normal de hematócrito. Quem apela para as drogas não consegue se manter em alto nível por muito tempo. Se eu tenho no currículo os títulos paulista e valeparaibano de resistência em 2008, isso é fruto da minha consistência. Nem sempre eu ganho, mas estou sempre entre os melhores. Nos dois últimos anos, tive a chance de competir provas internacionais, convidado pelo patrocinador da equipe que integro, a Tecnoval. Fui o melhor brasileiro no último L’Etape do Tour, mas, sem dúvida, o que mais me marcou nessa experiência internacional é a paixão dos europeus pela bicicleta. Ver os franceses nas ruas naquele dia de temperatura fria, aplaudindo os amadores, foi sensacional. E pensar que as pessoas que encontro na rua enquanto pedalo muitas vezes me xingam e pensam que eu não tenho mais nenhum compromisso. Que eu sou um à toa atrapalhando o trânsito. Quanta diferença.Minha cidade, Guaratinguetá, é uma cidade que facilita a vida do ciclista. Além de poder sair de casa pedalando, tenho opções de pedalar subidas nas Serras do Mar e da Mantiqueira ou treinar plano na Dutra. O grande número de praticantes na região também ajuda a empolgar. No meu caso, tenho sempre a companhia do meu amigo Taquara e do Tiago Fiorilli, ciclista profissional. Sou um ciclista com bom desempenho nas subidas e que se defende bem nos sprints. Em 2009, fui o 84º entre os 9.000 participantes da Maratona dles Dolomites, prova amadora disputada na Itália. Um desempenho que me deixou muito satisfeito. Semanas antes, em uma cronoescalada no Passo Pordoi, com 9,5 km, fiquei em segundo na minha categoria. Se vale a pena tanta entrega? Claro. Fui picado pelo bichinho do ciclismo, como dizem meus amigos. Senão, não chegaríamos de uma viagem de avião de 12 horas e iríamos direto para Interlagos, alinhar para a 9 de Julho. Isso é paixão pura. desculpas para desanimar serão sempre maiores e mais frequentes. Então, não penso muito. Acordo, pego minha bike e vou pedalar. Pronto.O ciclismo e a minha vida já estão integrados faz tempo. O topo de uma montanha não é uma vitória esportiva, é uma vitória pessoal. Adoro desafios. Eles são minha principal motivação. Quando criança, momento em que a bicicleta entrou na minha vida – e na vida da maioria das pessoas –, sempre me desafiava a ir além. Meu primeiro emprego foi de entregador. Lógico, fazia isso de bicicleta. Escolhia as subidas mais difíceis e tentava chegar cada vez mais rápido. Isso me fez melhor.Quando jovem, sonhava que um dia pedalaria na Europa. Não me tornei profissional. Treino todos os dias com a paixão de um amador. Há dois anos viajo como convidado da minha equipe para competir na Itália e na França e volto com bons resultados. É o melhor exemplo de que é preciso sonhar nesta vida. Por mais que pareça impossível, tem que acreditar. Infelizmente, viver de ciclismo é muito difícil. Quase impossível. Tive que me afastar dos pedais durante a faculdade. Época em que trabalhei e estudei. Formei-me em farmácia e logo montei uma drogaria para mim. Uma coisa é certa: farmácia só vai quem está doente. É um ambiente estressante. A pessoa chega lá desanimada com a doença e com o fato de ter que gastar com um tratamento. Enfim, logo vi que precisava de um esporte para me desestressar. Em 2005, voltei a pedalar. Apenas treinando empiricamente não chegaria muito longe. Sempre me adoecia. Encontrei a assessoria da BR Sports e acho que fui muito feliz nesta escolha. Trabalhando das 8h às 20h, preciso sair de casa às 5h30 para pedalar, voltar, tomar banho e correr para o trabalho. Hoje, treino uma média de 2h/2h30 por dia. Faça chuva, faça sol. Nem preciso dizer como é difícil sair da casa nesses dias frios. Mas não me permito falhar. As desculpas para desanimar serão sempre maiores e mais frequentes. Em poucos momentos você encontrará algo realmente motivador. Então, não penso muito. Acordo, pego minha bike e vou pedalar. Pronto. O ciclismo, para mim, é o mais difícil dos esportes. O resultado demora para aparecer e quando você acha que está muito bem, 20 adversários chegam melhor do que você nas provas. Além disso, é preciso ter sempre uma dieta e um cuidado com o peso, com a recuperação. O apoio da família é sempre muito importante. Minha noiva, por exemplo, sabe que no final de semana de prova o sábado está comprometido, pois tenho que descansar – e domingo também, pois estou cansado. Como farmacêutico, tenho acesso a tudo. Apesar das brincadeiras dos amigos, mantenho-me distante das drogas do ciclismo. Meu conhecimento e minhas experiências com os clientes deixam muito claro os problemas de quem opta por esse caminho. Uma nutricionista me ajuda com a dieta e com os suplementos – uso basicamente maltodextrina – e meus exames de sangue demonstram um nível normal de hematócrito. Quem apela para as drogas não consegue se manter em alto nível por muito tempo. Se eu tenho no currículo os títulos paulista e valeparaibano de resistência em 2008, isso é fruto da minha consistência. Nem sempre eu ganho, mas estou sempre entre os melhores. Nos dois últimos anos, tive a chance de competir provas internacionais, convidado pelo patrocinador da equipe que integro, a Tecnoval. Fui o melhor brasileiro no último L’Etape do Tour, mas, sem dúvida, o que mais me marcou nessa experiência internacional é a paixão dos europeus pela bicicleta. Ver os franceses nas ruas naquele dia de temperatura fria, aplaudindo os amadores, foi sensacional. E pensar que as pessoas que encontro na rua enquanto pedalo muitas vezes me xingam e pensam que eu não tenho mais nenhum compromisso. Que eu sou um à toa atrapalhando o trânsito. Quanta diferença.Minha cidade, Guaratinguetá, é uma cidade que facilita a vida do ciclista. Além de poder sair de casa pedalando, tenho opções de pedalar subidas nas Serras do Mar e da Mantiqueira ou treinar plano na Dutra. O grande número de praticantes na região também ajuda a empolgar. No meu caso, tenho sempre a companhia do meu amigo Taquara e do Tiago Fiorilli, ciclista profissional. Sou um ciclista com bom desempenho nas subidas e que se defende bem nos sprints. Em 2009, fui o 84º entre os 9.000 participantes da Maratona dles Dolomites, prova amadora disputada na Itália. Um desempenho que me deixou muito satisfeito. Semanas antes, em uma cronoescalada no Passo Pordoi, com 9,5 km, fiquei em segundo na minha categoria. Se vale a pena tanta entrega? Claro. Fui picado pelo bichinho do ciclismo, como dizem meus amigos. Senão, não chegaríamos de uma viagem de avião de 12 horas e iríamos direto para Interlagos, alinhar para a 9 de Julho. Isso é paixão pura.
fonte Prologo
domingo, 16 de maio de 2010
16/05/2010 - Sta Ines só serra e acidentes
Seguimos em frente pela av Maria Candida,Olavo Egidio em Santana e av Voluntarios da patria e por fim a estrada de Sta Ines valeu a pena a estrada foi reformada com asfalto novo da hora
Ai começou as subidas e que subidas mas a frente tinha duas viaturas da policia militar de plantao ao lado um carro roubado nao paremos seguimos em frente, mas a frente um outro carro que se perdeu na curva e caio no mato.
Dai em diante só alegria seguimos em direçao a Mairiporã paramos na padaria para comer um lanche e depois seguimos viagem pela rodovia Fernao dias a ponte que caiu ainda esta em reforma pelo jeito essa obra ainda vai demorar
Por motivo de segurança ta tendo roubo de bike perto das(calotas) antes da Vila Galvao subimos a passarela e fomos por dentro de Guarulhos pela av Paulo Faccini e viemos com toda segurança ate o aeroporto dali pegamos a Ailton senna e Jacu Pessego.
Ai começou as subidas e que subidas mas a frente tinha duas viaturas da policia militar de plantao ao lado um carro roubado nao paremos seguimos em frente, mas a frente um outro carro que se perdeu na curva e caio no mato.
Dai em diante só alegria seguimos em direçao a Mairiporã paramos na padaria para comer um lanche e depois seguimos viagem pela rodovia Fernao dias a ponte que caiu ainda esta em reforma pelo jeito essa obra ainda vai demorar
Por motivo de segurança ta tendo roubo de bike perto das(calotas) antes da Vila Galvao subimos a passarela e fomos por dentro de Guarulhos pela av Paulo Faccini e viemos com toda segurança ate o aeroporto dali pegamos a Ailton senna e Jacu Pessego.
Parada obrigatoria na casa do Orides para descansar
Hoje andamos 129 km até a proxima
ate mais Pardal
domingo, 11 de abril de 2010
11/04/10 Estrada da general motor
estava la o Almir e combinamos pra aonde a gente iria pois nois estava sem treino afinal a semana inteira chovendo.
Eu tive a ideia de irmos para a estrada da (general motor) que fica na dutra perto de santa isabel e fomos em sentido a jacu pessego,av.santos dumont e dutra ate a entrada de Mogi.
Encontremos uma turma de ciclista de Guarulhos que ia para Sao Jose dos Campos,entramos na rodovia que vai pra Mogi Bertioga ate a tao falada general motor a estrada estava muito ruim cheio de buracos muito feia a estrada , mas sem problemas mas pra frente melhorou e seguimos em adiante paremos perto dum caquisal e fizemos a festa comemos caqui ate umas horas,por fim seguimos em frente ate santa Isabel
Pegamos a Dutra voltando para Sao Paulo ate Cumbica voltando para casa paremos de costume na casa do Orides e descansamos e depois viemos embora
Foi uma curta distancia, mas bom ritimo 120 km hoje
Ate a proxima
Pardal
sábado, 6 de março de 2010
06/03/10 Como Pedalar na Grande Cidade

Pedalar nas grandes cidades
Saiba se portar com a bike em meio ao trânsito caótico das metrópoles
de bicicleta não é tarefa simples. Muitas vezes envolve superar diversos obstáculos e dificuldades, visíveis ou não, tanto para os ciclistas/pedestres quanto para os motoristas dos mais variados veículos (carros, motos, ônibus, caminhões etc.). Insegurança, medo, falta de paciência e controle sobre a própria bike. Tudo isso pode influenciar no seu pedal entre os centros urbanos – de grande, média ou pequena proporção. É preciso, entretanto, saber que há possibilidade de controlar toda essa situação, conquistando assim seu espaço e mobilidade entre pedestres e veículos.O ciclista Arturo Alcorta, do site Escola de Bicicletas, conversou com o Prólogo e falou sobre a relação bike/trânsito, procurando explicar o porquê dos problemas entre ciclistas e motoristas nas metrópoles. O principal apontamento para as dificuldades é o fator insegurança. “A culpa não é do motorista, mas sim do ciclista. Muitas vezes ele não sabe como agir no trânsito, o que ocasiona fatalidades”, disse. “De acordo com dados europeus, 55% dos acidentes são responsabilidade direta do ciclista. Isso é algo comprovado.”“O ciclista pensa como o motorista. Não sabe sinalizar, fica nervoso e estressado. E, por fim, vai agir com imprudência”, emendou. Histórico de acidentes nas grandes capitais, como é o caso de São Paulo, também influência na insegurança e medo por parte do amante do pedal. “Infelizmente acontecem tragédias, mas são fatos isolados. A mídia divulga tanto essas notícias, que influencia psicologicamente a pessoa.”É preciso estar consciente que para praticar o pedal é necessário buscar a bike ideal. A utilização de equipamentos inapropriados também favorece e aumenta a probabilidade de acidentes. Utilizar bikes que facilitem a visão do ciclista é primordial, além de utilizar outros recursos como:- Refletor nas rodas- Lanterna traseira- Farol dianteiro- Refletor nos capacetesPor fim, outra observação de Alcorta é o comportamento sobre a bicicleta. Para ele, ter consciência que a utilização de ciclofaixas é para o passeio e não competição é válida. “As pessoas têm a triste mania de imprimir ritmo forte, exagerar. Essas bicicletas são para obter reações tranquilas e previsíveis, não para competição. Isso também proporciona acidentes.”No Brasil, existem cerca de 60 milhões de bicicletas que circulam diariamente em território nacioanal. O primeiro passo em dar preferência às “magrelas” já está sendo executado. Basta agora a consciência de como utilizá-las, beneficiando não apenas a si, mas aos demais.
Saiba se portar com a bike em meio ao trânsito caótico das metrópoles
de bicicleta não é tarefa simples. Muitas vezes envolve superar diversos obstáculos e dificuldades, visíveis ou não, tanto para os ciclistas/pedestres quanto para os motoristas dos mais variados veículos (carros, motos, ônibus, caminhões etc.). Insegurança, medo, falta de paciência e controle sobre a própria bike. Tudo isso pode influenciar no seu pedal entre os centros urbanos – de grande, média ou pequena proporção. É preciso, entretanto, saber que há possibilidade de controlar toda essa situação, conquistando assim seu espaço e mobilidade entre pedestres e veículos.O ciclista Arturo Alcorta, do site Escola de Bicicletas, conversou com o Prólogo e falou sobre a relação bike/trânsito, procurando explicar o porquê dos problemas entre ciclistas e motoristas nas metrópoles. O principal apontamento para as dificuldades é o fator insegurança. “A culpa não é do motorista, mas sim do ciclista. Muitas vezes ele não sabe como agir no trânsito, o que ocasiona fatalidades”, disse. “De acordo com dados europeus, 55% dos acidentes são responsabilidade direta do ciclista. Isso é algo comprovado.”“O ciclista pensa como o motorista. Não sabe sinalizar, fica nervoso e estressado. E, por fim, vai agir com imprudência”, emendou. Histórico de acidentes nas grandes capitais, como é o caso de São Paulo, também influência na insegurança e medo por parte do amante do pedal. “Infelizmente acontecem tragédias, mas são fatos isolados. A mídia divulga tanto essas notícias, que influencia psicologicamente a pessoa.”É preciso estar consciente que para praticar o pedal é necessário buscar a bike ideal. A utilização de equipamentos inapropriados também favorece e aumenta a probabilidade de acidentes. Utilizar bikes que facilitem a visão do ciclista é primordial, além de utilizar outros recursos como:- Refletor nas rodas- Lanterna traseira- Farol dianteiro- Refletor nos capacetesPor fim, outra observação de Alcorta é o comportamento sobre a bicicleta. Para ele, ter consciência que a utilização de ciclofaixas é para o passeio e não competição é válida. “As pessoas têm a triste mania de imprimir ritmo forte, exagerar. Essas bicicletas são para obter reações tranquilas e previsíveis, não para competição. Isso também proporciona acidentes.”No Brasil, existem cerca de 60 milhões de bicicletas que circulam diariamente em território nacioanal. O primeiro passo em dar preferência às “magrelas” já está sendo executado. Basta agora a consciência de como utilizá-las, beneficiando não apenas a si, mas aos demais.
Editado por Tadeu Matsunaga da revista Prologo
Até a proxima Pardal
sábado, 9 de janeiro de 2010
03/01/2010-Surpresas no pódio da copa America de ciclismo


Mais dois novos ciclistas entraram para a galeria de campeões da Copa América de Ciclismo, competição internacional que abriu neste domingo, em Interlagos, o calendário esportivo nacional em 2010. O paraense Geraldo Souza Júnior, da São Lucas Saúde/UAC, de Americana (SP), e a sul-mato-grossense Luciene Ferreira, da Scott/Marcondes César, de São José dos Campos (SP), foram os vencedores da décima edição da prova, que reuniu ciclistas de cinco países. Geraldo completou as 20 voltas (86 km) na pista do Autódromo Internacional José Carlos Pace, com 4300 metros, com o tempo de 2h02min38seg352, enquanto Luciene marcou o tempo de 46min32seg para as seis voltas realizadas (25,8 km).A décima edição da Copa América mostrou porque a disputa é uma das mais fortes e tradicionais do calendário continental. As 24 equipes que disputaram a prova masculina, com cerca de 120 atletas, fizeram bonito em Interlagos, garantindo emoção do princípio ao fim. A corrida teve três momentos distintos. Na metade da prova, o pelotão seguia forte, imprimindo um ritmo bastante rápido, fruto da boa preparação feita no final de 2009 para a disputa da Copa da República e da própria Copa América.A partir da 12ª volta três ciclistas, Francisco Chamorro, atual campeão, da Scott Marcondes César, Roberto Pinheiro, campeão da Copa da República em 2008, e Pedro Nicacio, ambos da Funvic/Sundown/Tarumã, de Pindamonhangaba, escaparam do pelotão e só fizeram abrir em relação ao demais, chegando a mais de um minuto de vantagem na penúltima volta. Eles começaram uma disputa à parte, com os dois companheiros de equipe tentando cansar o adversário, forte no sprint. Mas o esforço dos três acabou custando caro no final. O pelotão encostou e no sprint valeu a iniciativa do Geraldo Souza Júnior, que conseguiu surpreender a todos a poucos metros da linha de chegada e garantiu sua primeira vitória na Copa América de Ciclismo."Para ser sincero, não esperava que conseguisse este resultado", explicou Geraldo, de 27 anos, a três defendendo a equipe São Lucas Saúde/UAC/Americana. "Mas o pelotão conseguiu encostar nos três primeiros e fui para cima. Como as atenções estavam em cima do Chamorro e do Nilceu, acabei surpreendendo", completou o atleta, que ainda teve o companheiro de equipe Raphael Mancini Serpa ao seu lado no pódio, na terceira colocação.Por falar em equipe, o campeão elogiou o trabalho feito pelos companheiros. "Eles foram muito bem, deixando-me na cara do gol para tentar esta vitória. Este prêmio é do grupo, que mostrou porque terminou o ano entre os melhores do país. Agora é pensar nas demais provas de temporada", finalizou. Entre os favoritos, o tetracampeão Nilceu Aparecido Santos terminou na sexta posição, enquanto Francisco Chamorro acabou depois do 40º colocado.Luciene vence no feminino, de novoNa disputa do feminino, que reuniu as melhores do ranking nacional, brilhou a estrela da sul-mato-grossense Luciene Ferreira. Depois de vencer a Copa da República, no dia 20 de dezembro, em Brasília (DF), a ciclista da cidade de Coxim e que representa São José dos Campos (SP), repetiu a boa fase também na Copa América, garantindo seu primeiro título na competição. Além disso, ela, mais uma, vez, acabou com a hegemonia da família Fernandes, que havia vencido em todas as edições anteriores."Foi um ano maravilhoso. Acabar 2009 e iniciar 2010 vencendo é tudo que eu mais desejava. Isso é fruto da boa preparação que fizemos para estas duas importantes provas", explica a ciclista, de 24 anos. Luciene ainda conta o segredo do bom desempenho. "Sempre fui uma atleta de marcação e isso me afastava das vitórias. Agora, resolvi atacar e ir para o tudo ou nada, e isso deu certo", revela a atleta, que descansará por dez dias antes de reiniciar os treinos visando as demais competições da temporada.
ResultadosMasculino - 86 km - 20 voltas1)
Geraldo Souza Júnior, 2h02min38seg3522)
Edgardo Simon, 2h02min38seg5593)
Raphael Mancini Serpa, 2h02min38seg6214)
Emanuel Yanez (Uruguai A), 2h02min38seg7095)
Luiz Miguel Almonacid (Chile), 2h02min38seg7956)
Nilceu Aparecido Santos, 2hm02min38seg8157)
Jean Carlo Coloca, 2h02min39seg0278)
Luiz Alberto Ortiz Júnior, 2h02min39seg8669)
Laureano Rosas (Argentina), 2h02min40seg03110)
Ignacio Maldonado (Uruguai A), 2h02min40seg414
Feminino - 25,8 km - seis voltas1)
Luciene Ferreira da Silva, 46min32seg8622)
Janildes Fernandes , 46min33seg0343)
Debora Gerhard, 46min33seg1434)
Valquiria Prdeal , 46min33seg4135)
Nat;alia Lima, 46min33seg6246)
Cristiane da Silva, 46min34seg1257)
Daniela Genovesi, 46min34seg9948)
Fernanda Souza, 46min35seg0209)
Marcia Fernandes, 46min35seg97910)
Uênia Fernandes, 46min38seg118
Fonte: MBraga Comunicação
domingo, 20 de dezembro de 2009
20/12/2009 Bandeirantes km 46
Michael e depois o Helio por fim chegou o Abel. descemos a sao teodoro em sentido a av.Itaquera ate o fim , na av.aricanduva em sentido a marginal que esta em reforma e bastante transito chegamos rapido na Bandeirantes sem poblema.
Na Bandeirantes ja começamos apertar o passo eu Pardal apliquei uma fuga e fui embora , no meu encalso veio o Helio e depois chegou o Shimano o restante ficou para tras, o Michael teve pneu furado e nao trouxe a bomba o Abel teve que voltar para emprestar a bomba para o Michael.
Ja no km 46 retornemos para Sao Paulo com parada na casa da pamonha para se alimentar
e por fim se alimentamos e viemos embora bastante descotraçao e bastante cansado,e virou motivo para brincadeira entre o Abel e o Helio que tem uma certa rincha entre o dois.
Tudo brincadeira hoje domingo rodemos 142 km com media boa 32 de media boa media
Ate a proxima Pardal
Assinar:
Postagens (Atom)