domingo, 25 de novembro de 2012

A história do homem de ferro

Lance Edward Armstrong (nascido Lance Edward Gunderson, (Plano, 18 de setembro de 1971) é um ex-ciclista americano. Em 2012 ele foi banido eternamente e desclassificado de todos seus resultados obtidos desde agosto de 1998, pelo uso e distribuição de Dopagem bioquímica.[2] Como consequência ele perdeu os sete títulos do Tour de France que conquistou entre 1999 e 2005 depois de ter retornado a competir após ter contraído Câncer testicular.

OcultarBiografia

Lance nasceu em Plano, Texas, e começou a desenvolver o seu corpo desde muito novo. Sua mãe, Linda Mooneyham, teve até dois e três empregos para sustentar Lance, após o pai os ter abandonado. O seu apoio foi o motivo principal para que Lance se investisse no mundo do desporto.Primeiro Lance praticou natação, o que o ajudou a moldar o seu carácter de lutador. Levantava-se às 4h45 todos os dias para ir treinar na piscina. Mais tarde, quando completou treze anos, descobriu o triatlo e venceu o concurso "Iron kids Triathlon".Chris Carmichael descobriu que com a sua ajuda e o talento de Lance para o ciclismo, ele facilmente se tornaria profissional, já que amealhava taças ganhas. A sua vida deu uma volta de 180º quando, aos 21 anos, sendo um dos mais novos a competir, venceu o Campeonato do Mundo de Ciclismo em estrada.Armstrong iniciou a sua carreira como profissional pela Motorola em 1992, na clássica San Sebastián, quando terminou em último lugar, prova que venceu em 1995.A vitória no Campeonato do Mundo de Oslo mostrou um ciclista completo e disposto a tudo.Um ano depois, em Verdun, venceu a sua primeira etapa do Tour de France. Em 1995 repetiu o triunfo da etapa, em França, e conseguiu a sua primeira vitória numa grande etapa no Tour, triunfo a que somou a Flecha Valona de 1996.Durante algumas semanas, Lance tinha vindo a observar uma grande inflamação na virilha, e habituado a ignorar a dor não lhe deu importância, até que começou a vomitar sangue, a ter perdas de visão e enxaquecas.O diagnóstico estava feito: um câncer (cancro) no testículo. Além disso os médicos descobriram-lhe, também, dois tumores, do tamanho de bolas de golfe, num pulmão e no cérebro.Mas para uma pessoa que tinha passado toda a vida em cima de uma bicicleta, render-se à doença não era a opção a tomar. Numa entrevista Lance referiu: "Enganaste-te na pessoa ao escolheres um corpo para viver, cometeste um erro porque escolheste o meu". Lance estava disposto a lutar contra o seu câncer.Armstrong em palestra com cancerologistas.A equipa francesa Cofidis rescindiu o contrato com Lance, tendo este que vender o seu Porsche e teve quase de fazer o mesmo com a sua casa. Estava a passar por maus momentos, mas teve forças para seguir em frente.Aos 25 anos, numa conferência de imprensa, Lance declarou que sofria da grave doença. Um ano mais tarde, embora os médicos lhe dissessem que a probabilidade de viver fosse apenas de 40%, Lance não desistiu, e anunciou que iria regressar.A Janeiro de 1997, um mês depois de ter acabado a quimioterapia, Lance conheceu Kristin Richard, que foi sua esposa durante cinco anos. Com ela teve três filhos, o mais velho Luke, e os gémeos Grace ("Gee") e Isabelle ("Izzi"), sendo que os gémeos foram fecundados através de sémen congelado de Lance. Após o divórcio, o ciclista iniciou uma relação com a cantora Sheryl Crow.Lance fundou a "Fundação Lance Amstrong" para a luta contra o câncer, e relatou, em vários livros, a sua própria história, para demonstrar que se pode superar tudo desde que se tenha energia para tal. O seu primeiro livro "It’s not about the bike", vendeu milhares de exemplares, êxito que foi repetido com a sua biografia "Vontade de Vencer – A Minha Corrida contra o câncer.Em 1998 a equipa U. S. Postal Service fechou um contrato com Lance, que voltava assim a pedalar. A sua primeira corrida foi a Rota do Sol, em Espanha, ficando Lance em 14º lugar.Nesse mesmo ano, Lance começa a tomar uma droga chamada EPO, que simula o efeito da Testosterona no organismo, fazendo com que o metabolismo funcione de forma mais eficiente. Primeiro ano de uma longa trajetória de Doping, até o final de sua carreira, em 2012.Duas semanas depois participou na etapa Paris - Nice. Sem grandes resultados. A temporada não foi de todo suficiente, chegando Lance a pensar numa possível renúncia.Em vez de fazer isso decidiu concorrer numa das provas mais importantes de todo o mundo. Em 1999 venceu o Tour de France, sagrando-se campeão na classificação geral individual. Foi comprovado o Doping em todas as edições do Tour de France. Em 2012, Lance perde o título de todas as suas provas. A este triunfo somaram-se mais seis vitórias no Tour. Após sua última vitória, em 2005, Lance anunciou a sua retirada.No dia 5 de Novembro de 2006, Lance Armstrong participou da Maratona de Nova York, completando o percurso em 2h59min36s, tempo que ficou dentro da meta de 3 horas que ele mesmo havia estabelecido. Na preparação, contou com a ajuda de sua ex-esposa Kristin Richards e seu eterno treinador, Chris Carmichael. Para justificar a inesperada participação na prova, que serviu também para levantar fundos à sua instituição contra o câncer, Lance disse: "Serei sempre um corredor".Armstrong anunciou em 18 de abril de 2005, em Augusta, nos Estados Unidos, que encerraria sua carreira logo após o Tour de France 2005, o que realmente fez. Em abril de 2006, anunciou que correria aMaratona de Nova Iorque[1], em 5 de novembro do mesmo ano, negando que o faria seriamente ou que pretendia atuar profissionalmente em maratona ou triatlo.Para a surpresa geral, no final de 2008, aos 37 anos, decidiu voltar ao ciclismo, correndo pela Astana. Em 2009, Armstrong disputou pela primeira vez o Giro d'Italia, naquela que foi a 100ª edição da volta italiana, além de marcar presença novamente no Tour de France.[2]Em 23 de Janeiro de 2011, aos 39 anos, anunciou que terminou a sua carreira internacional, na última etapa do Tour Down Under da Austrália[3].Fechar esta secção

OcultarDoping

Uma reportagem publicada pelo jornal francês l'Équipeno dia 23 de agosto de 2005 afirmava que Lance Armstrong teria utilizado EPO (Eritropoietina) no primeiro Tour de France que venceu, em 1999. A análise, feita pelo Laboratório Nacional de Detecção de Dopagem (LNDD) de Chatenay-Malabryy (França), tomou por base amostras de urina congelada, colhidas do corredor um pouco antes do início e durante a competição. À época, não havia tecnologia disponível para esse tipo de análise. [3]A acusação de doping gerou controvérsias entre os ciclistas. Alguns argumentavam que EPO não seria considerado doping à época, outros afirmavam ser um complô para desmoralizar Lance, mas o principal motivo para duvidar das acusações era passional: Lance Armstrong é muito admirado em todo o mundo, por ciclistas ou não, pelo facto de ter conseguido conquistar por sete vezes consecutivas o Tour de France após ter-se recuperado do câncer, além de sua luta em apoio às vítimas da doença. Para essas pessoas, não importava se uma das vitórias foi por meio de doping e, mesmo sendo, seis vitórias já seriam um feito e tanto.Nove meses depois, no final de maio de 2006, Lance foi considerado inocente das acusações de doping pela empresa independente Scholten, que a UCI encarregou de estudar as alegações do L´Equipe. A advogada neerlandesa Emile Vrijman, que chefiou por dez anos a WADA (Agência Mundial Anti-Doping) e depois passou a defender atletas de acusações de doping, trabalhou no relatório junto ao cientista Adriaan van der Veen, também neerlandês. Segundo Vrijman, os procedimentos de teste foram insuficientes para considerar a amostra de Armstrong positiva e houve má conduta da WADA e do LNDD. [4]Entretanto, a polémica continua: a UCI criticou Vrijman por divulgar as informações sem ter consultado todos os envolvidos; Armstrong acusa a WADA de agir contra a lei [5]; a WADA afirma que as acusações de Vrijman são irresponsáveis e pretende processá-la; o jornal L'Équipe afirmou que sua reportagem mantém-se correcta, apesar do relatório. [6]Em 2011, novas acusações de doping são feitas à Armstrong, desta vez vindas de dois de seus mais íntimos colegas, que fizeram parte da equipe de Armstrong nos muitos anos que competiram juntos na equipe USA, sendo um deles o veterano Tyler Hamilton, melhor amigo de equipe de Armstrong. Inclusive, alguns anos atrás diziam que se Tyler um dia resolvesse contar o que sabe, então toda a verdade sobre os dopings de Armstrong seriam revelados; e foi exatamente o que aconteceu; depois de anos, negando, agora Tyler resolveu contar tudo o que sabe. Essas investigações estão sendo conduzidas pelo FBI e vários outros dos ex-colegas de equipe, que nunca antes quiseram se pronunciar, agora falam abertamente ao FBI e à mídia os detalhes dos dopings em quase todos títulos ganhados por Armstrong. Em Junho de 2012 a USADAacusou formalmente Armstrong do consumo de substâncias ilícitas [4], baseando-se em amostras sanguíneas de 2009 e 2010 e em testemunhos de outros ciclistas.

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Esse é o cara

Marco Pantani

Marco Pantani (Cesena, 13 de janeiro de 1970 — Rimini, 14 de fevereiro de 2004) foi um ciclista profissional italiano, reconhecido mundialmente como um dos melhores escaladores de sua geração.O ponto alto de sua carreira foi o ano de 1998, quando venceu o Giro da Itália e o Tour da França, as duas competições mais importantes do esporte. A bandana que ele costumava utilizar o seu estilo de ataques individuais tornaram-no mais conhecido como 'Il Pirata' (O Pirata) pela torcida e pela imprensa italiana. Entretanto, em 1999, sua carreira começou a decair, em virtude de um suposto envolvimento com drogas ("doping"). Nesse ano, foi reprovado em um exame de sangue realizado durante o Giro.

OcultarSurgimento

Com 1,72 m e apenas 57 kg, Pantani tinha um físico clássico de escalador e provou o seu potencial no seu primeiro Tour e Giro, em 1994, quando foi o 3° e colocado e no ano seguinte ganhou a mítica etapa com chegada no cume de Alpe d'Huez. Quando tudo indicava que teria uma carreira meteórica, Pantani sofreu um terrível acidente durante uma competição na Itália. Sua perna esquerda sofreu graves lesões e a continuidade de sua carreira como atleta de competição foi questionada.Marco PantaniFechar esta secção

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OcultarGrandes triunfos

Entretanto, no Tour do ano seguinte (1998), Pantani finalmente conseguiu quebrar a aura de invencibilidade de Ullrich, abrindo uma vantagem de cerca de 8 minutos e 57 segundos em uma fantástica etapa de montanha. Ullrich ainda mostrou seu caráter, atacando na etapa seguinte, mas o estrago já estava feito e Pantani se tornou o primeiro italiano desde Felice Gimondi (1965) a vencer o Tour. A sua vitória é ainda mais espetacular porque nas últimas décadas o Tour tem sido dominado pelos corredores especialistas em etapas individuais contra o relógio, como Miguel Induráin, Jan Ullrich, Bjarne Riis e, mais recentemente, Lance Armstrong. Desde os tempos de Lucien van Impe que um escalador "puro-sangue" não vencia a competição.Marco Pantani também mostrou suas perfomances espetaculares no Giro da Itália, onde o grande número de etapas montanhosas favoreceram o seu estilo. Desafiado por outros competentes contra-relogistas, como Alex Zuelle e Pavel Tonkov, Pantani atacou repetidamente nas etapas montanhosas e foi capaz de obter uma vantagem tal que compensou a sua deficiência nas etapas contra o relógio, resultando em uma vitória na classificação geral do Giro de 1998, além da conquista de várias etapas.

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Os 90 anos da SHIMANO

Shozaburo Shimano abriu uma loja de conserto de máquina em 1921.Fascinado com as bicicletas, começou a estudar e experimentar com metalurgia e fabricação de rodas livres de alta qualidade.
Shozaburo morreu em 1958 e foi sucedido por seus três filhos. Em 1962, conseguiu o Shimano conta Columbia, seu primeiro grande cliente americano. Ele abriu a porta para os outros e em 1965 Shimano tinha estabelecido um escritório em Nova York. Logo depois, Schwinn começou a receber reclamações sobre desviadores barulhentas em suas dez velocidades. Areia e outros detritos iria encontrar o seu caminho para o mecanismo de desfazer e causar atrito. Al Schwinn de Fritz procurou uma roda livre com rolamentos selados de seus fornecedores, mas foi recusado.Fritz mencionou o assunto ao filho do meio de Shozaburo, Keizo. Shimano rapidamente em uma amostra ea porta para a América foi arrancada de suas dobradiças. Afinal, se os componentes Shimano eram bons o suficiente para Schwinn, eles eram bons o suficiente para qualquer um.
Shimano tornou-se uma empresa pública em 1972.
Em 1984, introduziu mudanças Shimano indexado e revolucionou a indústria.Um cavaleiro pode clicar precisamente de uma engrenagem para o outro sem sentir o seu caminho para cima ou para baixo da cassete. Em 1986, Shimano começou outro movimento, quando os seus componentes foram vendidos como grupos completo. Isso ajudou-los bloco a concorrência que oferecia apenas uma ou duas partes em torno do quadro.
Final dos anos 80 foram dominados pela Shimano que estava liderando uma tendência de padronização em toda a indústria. Pilotos sérios começaram a comprar bicicletas com base em seus componentes, em vez de o nome no quadro. Shimano convenceu o mercado que o trem de acionamento era o coração da bicicleta. Fabricantes de quadros estavam construindo suas bicicletas para estar em forma na prateleira com grupos de componentes Shimano. A empresa tinha 60% do mercado.
Em 1995 Shimano teve vendas de US $ 1,3 bilhão e fez US $ 54 milhões em lucros. Em comparação, um grande ano para Schwinn, foi de US $ 5 milhões em lucros (obviamente, Schwinn havia declarado falência e foi comprado por Scott em 1993).

Mais em breve ...

Fonte:
No Hands, The Rise and Fall of a Companhia de bicicleta Schwinn, uma instituição americana, por Judith coroa e Coleman Glenn

Componentes:
Dura-Ace () grupo de componentes Shimano para bicicletas de corrida.

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Flavio Cardoso dos Santos é o campeão de Contra – Relógio da Volta do Estado 2011


O atleta de Pindamonhangaba fez o tempo de 30m58s379

A terceira etapa do Tour do Brasil – Volta Ciclística Internacional do Estado de São Paulo 2011 aconteceu na manhã desta de terça-feira na cidade de São Carlos. Com um clima frio e bastante vento, os atletas percorreram num circuito montado dentro do Parque Eco- esportivo Damha, com 23 quilômetros de extensão cada volta. Ao final da prova, cada ciclista percorreu um total de 46 quilômetros.

A disputa da prova foi decidida apenas no final. Conforme aconteciam as largadas, vários atletas ficaram na primeira colocação. Flavio Cardoso dos Santos, que representa a equipe Funvic/ Marcondes Cesar, de Pindamonhangaba largou na última das oito baterias, e conquistou o melhor tempo da prova, com a marca de 30m58s379. Flavio ficou quase um minuto a frente do segundo colocado, Edgard Simon.

Foto: Ivan Storti

O atleta da Padarial Real/ Cáloi/ Céu Azul Alimentos, de Sorocaba, também largou no final da prova. Edgard fazia parte dos atletas da sétima bateria, e com o tempo de 31m50s025, conquistou a medalha de prata na prova de CRI.

A terceira colocação ficou com o atleta de Americana. Elton Pedroso da Silva levou a equipe São Lucas Saúde/ Giant/ UAC para o pódio, após completar as duas voltas com apenas um segundo a mais que o Edgard Simon. O ciclista finalizou a prova com o tempo de 31m51s772.

Walter Miguel Ribeiro, que ficou grande parte do tempo da prova na primeira colocação, terminou o dia em São Carlos em quarto lugar. O atleta que, assim como Edgard Simon, também representa a equipe sorocabana Padaria Real/ Cáloi/ Céu Azul Alimentos, terminou a prova com o tempo de 31m53s826.

Fechando o pódio, Tiago Fiorilli da equipe Funvic/ Marcondes Cesar de Pindamonhangaba, fez o tempo de 31m54s355.

O Tour do Brasil – Volta Ciclística Internacional do Estado de São Paulo 2011 continua amanhã, quarta-feira, em um trecho de Rio Claro até Sorocaba. A prova irá iniciar às 11h, e os atletas percorrerão um total de 179 quilômetros.

Três primeiros colocados da prova de CRI - Foto: Ivan Storti

O 8° Tour do Brasil – Volta Ciclística Internacional do Estado de São Paulo 2011 é uma realização e organização da Rede Globo, Yescom, Ideeia, Governo do Estado de São Paulo, Federação Paulista de Ciclismo e Confederação Brasileira de Ciclismo, com transmissão da Rede Globo, SporTV e Globo Internacional. O patrocínio de arena é da Redecard e Fisk Centro de Ensino, com co-patrocínio de Montevérgine e HCor e apoio da Refactor. O apoio especial é da Polícia Militar Rodoviária do Estado de São Paulo, SecretariaEstadual dos Transportes, Secretaria Estadual de Esportes, Lazer e Turismo de São Paulo, das prefeituras de Marília, Bauru, São Carlos, Rio Claro, Sorocaba, Atibaia, Pindamonhangaba, Campos do Jordão, Jundiaí e São Paulo, Artesp e das concessionárias Dersa, DER, Rota das Bandeiras, Eco Pista, Triângulo do Sol, Colinas, Rodovias do Tietê, CCR Autoban, Centrovias GrupoOHL, CCR. A supervisão é da União Ciclística Internacional , da Confederação Brasileira de Ciclismo , Federação Paulista de Ciclismo e Ideeia.

sexta-feira, 29 de julho de 2011

dia 29/07/2011 O certo e o errado com Ricardo Arap




Existem as verdades relativas, que são o ponto de vista de cada um e existem os pontos incontestáveis, sem exceção, verdades absolutas, como um mais um são dois e tudo que nasce morre um dia. Temos vários exemplos de experiências como essas no ciclismo e as vivenciamos em nosso dia-a-dia.Pedalar certo é pedalar trancado ou girando em alta rotação? Carbono, alumínio ou titânio? Tubular ou clincher? Nas subidas temos de pedalar sentados, alternar posições ou de pé sempre? Seguramos em cima, ao lado ou embaixo do guidão? Será que estou na postura certa em cima de bike? Freamos ou não nas descidas?Janete Evans, a grande nadadora americana no início dos anos 90, com um corpo pequeno e um estilo feio de braçadas assimétricas, foi imbatível nos 400 m e 800 m nado livre. E onde estava sua eficiência? Na excelência de técnica de alavancas dentro da água, na sua flutuabilidade e coordenação de pernas, sem contar, é claro, na sua dedicação máxima. Quem poderia apostar nela simplesmente pela sua forma de nadar?A disputa dos dois melhores ciclistas da temporada passada, Alberto Contador e Andy Schleck, demonstrou muito essa variação de estilos, em que um variava muito a posição na subida, além de um rotação de giros maior, enquanto o outro se mantinha mais tempo em cima do selim da sua bicicleta, salvos seus constantes sprints de ataque e tentativas de fugas.O triatleta paulistano Sérgio Menicone, um amigo meu, conseguiu no ano passado o quarto lugar na seletiva do Canadá e a vaga para o Ultraman do Havaí, que acontecerá no segundo semestre deste ano, desobedecendo há muito tempo várias considerações básicas da técnica de pedalada, com um estilo próprio, bastante travado, que lembra mais um iniciante que não sabe para que existem tantas relações e o que fazer com elas − e mesmo assim possui um pedal constante e eficiente para o tipo de desafio que escolheu para realizar.Outras contradições desse jogo de certo e errado são as experiências que presenciamos na rotina daqueles que frequentemente usam a bike. Quantos exemplos não vemos de pessoas que começam a pedalar de forma sisuda, carrancuda e, ao terminarem suas tarefas, vão embora flutuando, desabrochados, bem mais leves, alegres e sorridentes?E o inverso acontece, quando alguns começam a pedalar com a intenção de curtir um belo dia e voltam de cabeça quente para suas casas, seja por um problema mecânico, pneu furado ou por uma discussão acalorada com um motorista imprudente.O episódio do motorista que atirou seu carro contra ciclistas em Porto Alegre me faz refletir no argumento da sua defesa para tal atitude. O quanto diversas vezes nós erramos de modo impulsivo e intuitivo aos nos sentirmos ameaçados, interagindo com o agressor com as mesmas ferramentas, ou seja, mais agressividade, e várias vezes de modo covardemente coletivo?Não são raras as situações quando alguém que faz parte deste universo de duas rodas entra no seu carro e passa a agir da mesma forma que todos esses inconsequentes motoristas, desconsiderando o esporte que escolheu para praticar, colocando em risco o seu próximo, seja ele um ciclista ou um simples trabalhador que segue seu caminho de volta para casa com sua bicicleta.É bem difícil determinar o que é certo ou errado, ainda mais por conta dos nossos pontos de vista, das nossas adaptações, dos nossos estímulos, mas podemos, de bicicleta, de carro ou a pé, buscar fazer o que nos traga realização e felicidade, sem desrespeitar e desconsiderar as verdades de cada um.



sexta-feira, 3 de junho de 2011

Historia das bicicletas Fuji













1899
Pouco antes da virada do século, nascia a marca de bicicletas Fuji no Japão. Quando as primeiras bicicletas saíram da linha de montagem, os engenheiros da Fuji reconheceram a necessidade de projetos com um maior nível de desempenho.
1920
A Fuji continua no seu caminho para tornar-se a bicicleta mais popular do Japão, dominando não somente o mercado, mas também vencendo corridas em competições de ciclismo em todo o território japonês. Os engenheiros da Fuji começaram a pesquisar e desenvolver bicicletas para competições internacionais, não somente com o objetivo de vencer, mas também para utilizar o ambiente de competição como laboratório de tecnologia avançada de bicicletas, descobrindo projetos mais rápidos, leves e duráveis.
1930
A Fuji estabeleceu a primeira corrida nacional entre Osaka e Tóquio e patrocinou naturalmente a equipe vencedora dessa "Volta do Japão (Tour de Japan)". Atualmente, essa corrida continua a ser uma das principais competições na Ásia.
1951
A tradição de corridas da Fuji continuou quando os primeiros Jogos Asiáticos foram realizados em Nova Delhi, e foi vencida por um jovem chamado Shoichiro Sugihara sobre uma Fuji. Durante esse período, a Fuji era tão popular em toda a Ásia que as vendas de suas bicicletas se expandiram rapidamente para outros mercados asiáticos.
1964
Os Jogos Olímpicos foram realizados em Tóquio. O engenheiro-chefe da Fuji e mundialmente renomado projetista de bicicletas, Dr. Shoichiro Sugihara, foi o treinador da equipe nacional do Japão. Como um competidor de ciclismo, o Dr. Sugihara projetou as bicicletas com as quais a equipe competiu.
1968
O Dr. Sugihara desempenhou novamente essa missão nos Jogos Olímpicos de 1968 no México e de 1972 em Munique.
1971
A Fuji America foi estabelecida. Aproveitando a onda de inovação, eficiência e perícia profissional japonesa em manufatura, a qual já tinha se tornado um indicativo nos setores de eletrônica e automotivos, a Fuji tornou-se uma das mais respeitadas e procuradas marcas de bicicletas nos EUA.
1973
Entre os avanços da Fuji está a utilização de conjuntos de quadros de Cromo Molibdênio com dupla espessura em muitos modelos com preços populares.
1974
A Fuji está à frente de seu tempo como a primeira a introduzir o agora lendário grupo de componentes Shimano Dura Ace em uma bicicleta de produção em série. Em 1974, 1976 e 1980, a Fuji foi classificada como a primeira no teste de bicicletas do Consumers Reports.
1987
A Fuji contrata Mark Gorski, Medalhista de Ouro Olímpico na categoria “sprint”, para competir com a equipe de elite da Fuji. A Fuji obtém um par de “primeiros lugares”--a primeira a fabricar quadros com o material da era espacial, o titânio. Primeira a desenvolver uma bicicleta urbana de alta qualidade com pneus extra largos.
1999
A Equipe Profissional de Ciclismo Mercury leva a Team Issue da Fuji a mais de 70 vitórias, fazendo da mesma a melhor equipe profissional de ciclismo nos EUA. A equipe Mercury também foi premiada pela VeloNews como a equipe do ano, pelo quarto ano consecutivo.
2001
A corporação Fuji muda a forma pela qual a empresa realiza negócios, transferindo o canal de distribuição das “grandes lojas” para Revendedores Independentes de Bicicletas. A Fuji estabelece parceria com uma empresa européia de marketing e distribuição, expandindo a marca para 16 países.
2003
A série Diamante (Diamond) ganha suspensão dupla com ligação de quatro barras. Um projeto de suspensão classificado em primeiro lugar pela principal revista alemã de ciclismo entre todos os mais populares projetos de suspensão disponíveis no mundo. O modelo feminino Roubaix da Fuji vence a premiação de Seleção dos Editores da Bicycling Magazine.
2004
A ciclista alemã Judith Arndt vence o Campeonato Mundial em Estrada, em Verona, Itália, sobre uma novíssima Team Issue. Ela é a primeira a competir com o primeiro quadro totalmente em fibra de carbono da Fuji.
2005
Regina Schleicher classificou duas vezes a Fuji no Campeonato Mundial de Estrada em Madri, Espanha. Não sendo de modo algum uma coincidência, isto é um reflexo do contínuo interesse da Fuji nas inovações tecnológicas e de nossa dedicação para produzir bicicletas da melhor qualidade disponível.
2006
A linha 2006 apresenta uma série de refinamentos de engenharia, tanto sutis como surpreendentes - o resultado de anos de sintonia fina e especialização. A Fuji empenhou-se bastante no sentido de assegurar que a tecnologia através de nossa atuação nos Campeonatos Mundiais tenha se tornado disponível em toda nossa linha de bicicletas. A Fuji expandiu suas vendas de bicicletas para 36 países em todo o mundo. Elas são universalmente reconhecidas pela sua qualidade, desempenho e valor.
2007
Advanced Sports, Inc. compra Kestrel Bicicletas.
2008
Advanced Sports, Inc. compra Breezer Bicicletas. ASI entrar em um acordo para adquirir Twin Sport (ASI-Europa) iniciando a distribution of ASI's brands in Germany. distribuição das marcas da ASI, na Alemanha.
2009
ASI-Ásia começa a distribuição direta da China de todas as marcas ASI. ASI licencia a marca Terry Bicicletas para todo o mundo.

03/06/2011 Fuji presta homenagem a sua origem japonesa



Taiwan - A Marca Fuji honra seus 111 anos de fundação em 2011 retornando a suas origens japonesas. A marca, originalmente estabelecida como Nichibei Fuji em 1899, irá equipar suas bikes somente com componentes Shimano no ano de 2011, solidificando uma parceria exclusiva com a companhia japonesa de componentes de 89 anos de idade. Adicionalmente, algums quadros Fuji serão fabricados à mão no Japão, disse Pat Cunnane, Presidente da matriz da Fuji, falando ao publico reunido nesta ultima noite de quarta-feira no hotel Grand Hyatt em Taipei, Taiwan. "Isto não é nostalgia ou olhar o passado, e olhar à frente," Cunnane disse antes de convidar seus amigos o presidente da Shimano Yozo Shimano e o presidente Chang da IDEAL Bikes um dos maiores fabricantes de bicicletas do mundo, para participar numa cerimônia de abertura tradicional Japonesa “sake barrel” A Fuji foi a primeira marca japonesa a ser comercializada nos EUA em 1971, hoje a Marca Fuji é vendida em 35 países por 3.000 distribuidores. No ano passado, assumiu a quinta posicao das marcas mais vendidas nos EUA, conforme Pat Cunnane. “Esta é nossa melhor posicao ate o momento”, adicionou. Para comemorar o aniversario numero 111 da marca , a Fuji ira produzir uma serie especial de bikes, inclusive duas bicicletas de aço feitas à mão inspiradas nos modelos de estrada e pista originais da marca. A Fuji produzirá 111 unidades da bicicleta de estrada modelo Yaiba e Kissaki de pista, ambas serão numeradas e assinadas pelo frame bilder, Sr. Tetsuya Ishigaki. A serie Yaiba sera equipada com componentes Dura-Ace com o distintivo original da Fuji e acessórios de couro inclusive uma bolsa de selim vintage, fita de guidão, clipes de dedo e protetor de toptube. A corrente sera banhada à ouro e acompanhara o pedivela Sugino. A Fuji também esta lancando uma nova linha, a série Nichibei, decorada com gráficos mínimalistas e acabamento polido, usando um inovador processo de pintura. Os modelos incluem, Nichibei SST/Carbon, Nichibei ACR, Nichibei Roubaix e Nichibei Finest .